Franca pode ter escola focada em linguagem de libras. Saiba como isso será possível

18 - 06 - 2021- Franca

Franca Franca

A Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Deficientes Auditivos da Câmara Municipal de Franca realizou a sua primeira reunião na tarde de ontem, 17.

Estavam presentes os vereadores Gilson Pelizaro (PT), o presidente da comissão; Carlinho Petrópolis Farmácia (PL), o vice-presidente; Lurdinha Granzotte (PSL), a relatora; e o membro Marcelo Tidy (DEM).

Entre os convidados do encontro estavam surdos, deficientes auditivos e representantes de associações como a APADA (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos) e a Pastoral do Surdo. As tratativas foram traduzidas em Libras para os presentes.

O objetivo da reunião era criar uma metodologia de trabalho para a Frente, cujo resultado final esperado é a implantação de uma escola bilíngue na cidade.

Segundo o que foi debatido, o grupo irá buscar dados sobre a população surda e deficiente auditiva em Franca, realizar audiências públicas com autoridades municipais e estaduais e possivelmente até mesmo visitar escolas bilíngues existentes em cidades como São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

Uma escola bilíngue é aquela que contempla ensino em linguagem de Libras num período e educação regular em outro. Gilson complementou:

“Para a formação do surdo, esta seria uma forma mais adequada de aprender. No ensino regular, o surdo não tem tido a qualidade de ensino necessária. É uma questão que vai gerar discussão, mas é importante abrir esse debate e envolver o máximo de pessoas possível”.

Depois de depoimentos de munícipes no encontro, os parlamentares decidiram acrescentar a denominação de surdos no nome da Frente, pois são dois conceitos diferentes.

Deficiente auditivo é aquele que possui algum grau de perda auditiva, mas se comunica oralmente e já escutou sons. Já o surdo apresenta total ausência de audição.


Fonte - Jornal da Franca
Fonte de imagem - Jornal da Franca